Carlos Batalha
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quinta-feira, 27 de outubro de 2011
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
Serge Gainsbourg partido ao meio e o mal que habita em nós
Pois muitas delas quer ofuscar
Para todas poderem em fim desapontar
Sabe muito bem como é ruim
Ser dia e noite um estopim
Que assim aceso vai buscar o próprio fim
Para uma vez morto viver com James Dean
Nas vezes que ele quer me confundir
Sorri e pede licença para sair
Parece que finalmente vai sumir
Mas é quando eu mais devo me prevenir
Desse mal que habita em mim
(Marcelo Nova - Camisa de Vênus)
O filme "Serge Gainsbourg - O Homem que Amava as Mulheres" é anunciado como uma cinebiografia do famoso e polêmico cantor e compositor francês. Pensei, então, que seria uma narrativa linear e realista do cara que feio e esquisito que conquistou, apenas, Brigitte Bardot e Jane Birkin (praticamente um Sarkozy underground). Mas, o filme não segue a biografia crua e, sim, recria a vida de Gainsbourg por uma ótica bem psicológica. Em todo o filme, um personagem-caricatura de Gainsbourg, faz as vezes do demônio pessoal que tenta levá-lo para o lado negro da força. É mal que habita nele corrompendo-o rumo à destruição.
por Carlos Batalha às 18:15
terça-feira, 26 de julho de 2011
Amy Winehouse, Salvador e a escolha do cadáver adiado
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Carlos Batalha
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12:29
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segunda-feira, 11 de julho de 2011
Jim Morrison e a Jornada do Herói
quarta-feira, 8 de junho de 2011
João, Juscelino, e o milagre de Diamantina
Obs.: No post abaixo eu escrevi que o aniversário de João Gilberto é dia 11 de junho. Claro, errei e corrigi. A data correta é 10 de junho. Peço desculpas, principalmente àqueles que ficaram felizes por fazer anos no mesmo dia que João...
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Carlos Batalha
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21:38
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segunda-feira, 6 de junho de 2011
Joãozinho, o novo Orlando Silva?!
Dia 10 de junho é aniversário de João Gilberto. Fará 80 anos. E, em homenagem, farei uma semana de textos sobre ele. Vamos ao primeiro:
Em 1948, Juazeiro tinha apenas 10 mil habitantes. Entre eles, havia um jovem de 17 anos que todos chamavam Joãozinho de Patu, porque, como é comum no interior, João era filho de d.Patu! Joãozinho ganhou o primeiro violão aos 14 anos. Junto com amigos, montou grupos vocais, que eram a sensação na época. Em 1949, aos 18 anos, mudou-se para Salvador. O pai esperava que ele fizesse faculdade, mas ele seguiu com o intuito de ser cantor. Conheceu várias pessoas, e em 1950 foi pro Rio de Janeiro para ser crooner no grupo vocal Garotos da Lua. Naquela época, Joãozinho não cantava baixinho, quietinho, num banquinho. Cantava alto, inspirado pelos grandes cantores da época: Dick Farney, Lúcio Alves e Orlando Silva, o cantor das multidões. Mas Joãozinho foi demitido dos Garotos da Lua, e seguiu carreira solo. E, em 1952, conseguiu gravar seu primeiro disco que foi um enorme... fracasso! Joãozinho não conseguiu ser o novo Orlando Silva. Sorte nossa! Abaixo, o single "Quando ela sai".
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Carlos Batalha
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22:54
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quinta-feira, 26 de maio de 2011
Menos é Miles.
Hoje Miles Davis faria 85 anos. É dele o disco Kind of Blue, o disco de jazz mais vendido da história. A banda que o acompanhava era formada, apenas, por Bill Evans, Wynton Kelly, Paul Chambers, Cannonball Adderley e... John Coltrane! Coltrane, por sinal, é o contraponto de Miles no disco. Enquanto lança notas velozes, que parecem quase não caber na música de tão numerosas, Miles aparenta se concentrar para dar A Nota Certa. Numa época em que o beep bop jazz dominava com sua linha mais dançante, Miles fez mais usando pouco. Não à toa, encantou-se por outro minimalista: João Gilberto. Como relatado no livro "Kind of Blue - A história da obra-prima de Miles Davis", certa vez, voltando de uma turnê, um músico amigo perguntou pra Miles como havia sido o show. E ele respondeu: "Coltrane tocou 50 solos. Cannonball tocou 46. Eu toquei dois...".
É isso. Menos é Miles.
segunda-feira, 21 de março de 2011
Bruna Surfistinha, Sandy e a devassa de folhetim
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Carlos Batalha
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02:05
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segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
Biutiful, Hitchens e toca Raul
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Carlos Batalha
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09:53
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segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
O pagode do herói doido, Tom Wolfe e Chico Buarque
A banda de pagode LevaNóiz (é assim mesmo que escreve, acreditem) é destaque na edição dessa semana da revista Época. Sei lá o motivo, aparece na parte de cultura. Segundo o jornalista que escreveu a matéria, o hit "Liga da Justiça" vai dominar o verão brasileiro. E na matéria de três páginas o cara tenta justificar o inexistente.
Tom Wolfe, expoente do new journalism americano, é um crítico ferrenho. Com textos ágeis, ácidos e em linguagem informal, ficou célebre, entre outros, com livros e artigos que criticavam o deslumbramento com os delírios da arte contemporânea. No ótimo "A palavra pintada", fala de como a teoria passou a justificar a arte. Em um dos trechos, diz: "A arte se tornou inteiramente literária: as pinturas e as outras obras só existem para ilustrar o texto".
Pois o jornalista da Época resolveu escrever o texto que será ilustrado pelo LevaNóiz. Depois de chamar o pagode de "gênero maior do Carnaval baiano" (é quase Umberto Eco falando do Barroco italiano) que mistura o samba tradicional com com o "uso expressivo da percussão", ele diz que a música "Liga da Justiça" é uma mistura de cultura pop com Carnaval baiano. E, para espanto dos que se impressionaram com a complexidade do enredo, diz que "não foi um roteirista de desenho animado quem inventou a situação. Foi o compositor brasileiro J.Telles". Pois é, para quem achava que era ideia de uma equipe de roteiristas geniais da Marvel Comics e da Pixar, uma grande surpresa! E, óbvio, o genial compositor foi ouvido. Tão eloquente quanto o jornalista, disparou: "queria falar de uma coisa diferente, e o Márcio Vitor (co-autor) deu a ideia de tratar da amizade". Realmente, nunca antes na história desse país a amizade foi tratada de maneira tão original.
Pra quem teve a sorte de não ter ouvido a grande obra e está curioso, segue quase toda a letra da música:
Superman ficou fracoPois é... o enredo é tão complexo que os inimigos, além de roubarem o laço da Mulher Maravilha, também roubaram o plural.
O Pinguim jogou criptonita
Lex Luthor e Coringa
Roubou o laço da Mulher Maravilha
Se esses serão os heróis do verão, só resta fazer como Chico Buarque: "Chame o ladrão!".
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Carlos Batalha
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11:22
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quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
As Águas de Oxalá
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Carlos Batalha
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00:07
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segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
Salvador, nossa Bagdá, e Gregório de Matos

Escrevi que Salvador queria ser o Rio, com suas belezas naturais, seu tráfico de drogas, seus assaltos, assassinatos... Mas, fiz uma injustiça. Com o Rio, claro. Afinal, o Rio tem orla marítima em funcionamento e metrô. Salvador, na verdade, tá mais pra Bagdá. Em 2009, a capital iraquiana já soma 96 mortes violentas. E isso porque no dia 2 teve um atentado que matou 30 e no dia 4 teve outro que matou 40. Já Salvador contabiliza 104 assassinatos. Portanto, quem quiser passar o verão num lugar tranquilo, vá para o Iraque.
Neste fim de semana, 30 pessoas foram assassinadas em Salvador. Em Bagdá, foram 6 mortes. Fazendo o cálculo padrão de mortes/100mil, Salvador, com 3 milhões de habitantes, teria 1/100mil. Já Bagdá, com 7,5 milhões de pessoas, teria 0,08/100mil. Ou seja, quem deu uma voltinha em Salvador nesse fim de semana teve 12,5 vezes mais chance de ser assassinado do que quem passeou pela capital iraquiana. Pois é... como diz a música Nossa Bagdá (vídeo acima) Bagdá dá saudade mesmo. É um lugar ótimo. Ainda mais com essa levada baianidade-nagô-ijexá.
Infelizmente, meu meu texto continua valendo. E o de Gragório de Matos também:
A cada canto um grande conselheiro,
Que nos quer governar a cabana, e vinha,
Não sabem governar sua cozinha,
E podem governar o mundo inteiro.
por
Carlos Batalha
às
09:51
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segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
Roberto Carlos, Beatles e a história do Facebook
I'm a loser, I'm a loser,
And I'm not what I appear to be
Of all the love I have won or have lost,
There is one love I should never have crossed.
She was a girl in a million my friend,
I should have known she would win in the end.
I'm a loser, and I lost someone who's near to me...
por Carlos Batalha às 00:16
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
Nothing to kill or die for
por Carlos Batalha às 00:08
domingo, 7 de novembro de 2010
God Save the King
Foto: Nabor Goulart/Agência Freelancer/Especial para Terra
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Carlos Batalha
às
23:03
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terça-feira, 19 de outubro de 2010
Los Hermanos
Demorei de escrever o texto que deveria ser ontem, mas há boa explicação. Ótima, na verdade. Geralmente escrevo o texto de segunda no domingo à noite, mas onde eu estava o texto já estava pronto, e não era meu. Estava no show do Los Hermanos. E, como todos os outros, foi muito bom! Desta vez tive a sensação de que a banda queria apenas se divertir. O repertório foi escolhido para fazer um show divertido, e não para representar o conceito do disco mais recente, como é comum em turnês de divulgação. O Los Hermanos desperta em mim uma estranha sensação de déjà vu, como uma saudade do que não vivi, e a lembrança de sonhos que não tenho mais. Tem uma música que gosto muito porque fala desses paradoxos existenciais: Condicional. Fala sobre querer tanto, mas, por isso mesmo, comportar-se como quem não quer. Como diz logo no início: "Quis nunca te perder / Tanto que demais / Via em tudo o céu / Fiz de tudo o cais / Dei-te pra ancorar / Doces deletérios". Construímos nossos sonhos, incluímos nele quem nos convém e... esquecemos de perguntar ao outro se o que julgamos doce não lhe parece deletério. Enfim...
Quis nunca te perder
Tanto que demais
Via em tudo o céu
Fiz de tudo o cais
Dei-te pra ancorar
Doces deletérios
Tanto eu abri mão
Que hoje eu entendi
Sonho não se dá
É botão de flor
O sabor de fel
É de cortar.
O amargo é querer-te pra mim
Do que eu preciso é lembrar, me ver
Antes de te ter e de ser teu
O que eu queria, o que eu fazia, o que mais?
Que alguma coisa a gente tem que amar, mas o quê?
Não sei mais
Os dias que eu me vejo só
São dias que eu me encontro mais
E mesmo assim eu sei tão bem
existe alguém pra me libertar.
por
Carlos Batalha
às
19:54
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segunda-feira, 20 de setembro de 2010
Vai, Hendrix! ser gauche na vida
Quando nasci, um anjo tortodesses que vivem na sombradisse: Vai, Carlos! ser gauche na vida.
domingo, 22 de agosto de 2010
Detalhes nos tempos do cólera
"Responda a ele que sim. Ainda que você esteja morrendo de medo, ainda que depois se arrependa, porque seja como for você se arrependerá a vida inteira se disser a ele que não."
Não adianta nem tentar me esquecer
Durante muito tempo em sua vida eu vou viver...
Eu sei que um outro deve estar falando ao seu ouvidoPalavras de amor como eu falei, mas eu duvido
Duvido que ele tenha tanto amor
E até os erros do meu português ruimÀ noite envolvida no silêncio do seu quarto
Antes de dormir você procura o meu retrato
Mas da moldura não sou eu quem lhe sorri
Mas você vê o meu sorriso mesmo assim
Eu sei que esses detalhes vão sumir na longa estrada
Do tempo que transforma todo amor em quase nada
Mas "quase" também é mais um detalhe
Um grande amor não vai morrer assim
Por isso de vez em quando você vai lembrar de mim...
Não adianta nem tentar me esquecer
quinta-feira, 15 de julho de 2010
Jim, Rock e Rimbaud
quinta-feira, 13 de maio de 2010
O anão e a pulga
por
Carlos Batalha
às
00:05
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