Mostrando postagens com marcador beatles. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador beatles. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Roberto Carlos, Beatles e a história do Facebook

Um nerd com poucos amigos, que gostaria de ser tão popular na faculdade quanto o time de remo, e que é rejeitado pela garota que gosta. O que poderia ser o enredo de um filminho sessão-da-tarde meio sem graça, é a história real do bilionário mais jovem da história.

O bom "A rede social" conta como Mark Zuckerberg deixou de ser o gênio-nerd-meio-estranho para se tornar o gênio-nerd-meio-estranho e bilionário. A criação do Facebook, a maior rede social do mundo e um símbolo das novas interações virtuais, é apenas um pretexto para mostrar o que toda boa história sempre mostra: relações humanas.

A partir do fim do namoro, Zuckerberg decide fazer algo que o deixe célebre e bem quisto para reconquistar a menina. E, nessa busca, muita coisa acontece. Zuckerberg transita entre a ingenuidade desleixada e a perversidade cínica, que o afastam do seu sócio e verdadeiro amigo, o brasileiro Eduardo Saverin, e o aproximam do ególatra Sean Parker, criador do Napster, e que viria entrar no Facebook. É a negação do passado frustrado em busca do futuro de sucesso e aceitação social. Aceitação social, por sinal, é a chave das conquistas e das frustrações de Zuckerberg.

Analisando a si mesmo, Zuckerberg percebeu que a vida é um grande teatro, onde as pessoas tentam encenar os papéis principais. E, sendo assim, pouco importa o que você verdadeiramente é; o importante é a imagem percebida pelos outros. O Facebook seria, então, o palco. Ali, cada um representa o que bem desejar. Mas Zuckerberg também é apenas um humano, demasiado humano, em busca da legitimização de seus semelhantes e, assim como os outros, confunde-se entre o que ele de fato é e a personagem inventada.

Mark Zuckerberg pensou que a solução dos seus problemas seria ter um milhão de amigos pra bem mais forte poder cantar. Mas ao ver que na sua lista de amigos do Facebook não estava a única pessoa que realmente o interessava, sua ex-namorada, deixou Roberto Carlos de lado e voltou a ouvir Beatles:
I'm a loser, I'm a loser,
And I'm not what I appear to be

Of all the love I have won or have lost,
There is one love I should never have crossed.
She was a girl in a million my friend,
I should have known she would win in the end.
I'm a loser, and I lost someone who's near to me...



quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Nothing to kill or die for


Ontem, 08 de dezembro, fez 30 anos da morte de John Lennon. Pra mim, Lennon sempre foi uma figura não muito definida. Nunca consegui vê-lo como um ex-Beatle. A figura que tenho dele é tão ligada àquela época cabelos e barba longos que custo a relacioná-lo à fase iê-iê-iê. Talvez por isso, quando penso em Beatles, penso em Paul. E por causa da influência de Yoko Ono, sempre considerei que poderia existir um limite entre a bondade de criar um mundo melhor de um jeito Gandhi pós-moderno, e a verve de artista performática de Yoko. Enfim, certo é que o que mais me marcou na história de Lennon foi a loucura de seu assassino Mark Chapman.
Chapman, um autêntico loser americano, era muito fã dos Beatles. Até aí, nenhuma novidade para um grupo que vendeu 1,5 bilhões de discos. Só que ele viu numa passagem de "O apanhador no campo de centeio", de J. D. Salinger, uma mensagem que dizia que ele teria que matar John Lennon. Eu não li o livro, mas garanto que não tem esse trecho lá!
Enfim, Chapman passou alguns dias na porta do prédio de Lennon. Levou o livro, um disco, e o revólver. Enquanto esperava sua vítima, leu trechos de "O apanhador..." como um fanático que lê os textos sagrados. Numa noite, parou John e pediu um autógrafo, prontamente atendido de maneira simples e cordial, como é possível ver na foto acima. John saía para ir ao estúdio e jantar com amigos.
Ao voltar, levou 5 tiros de Chapman.
O sonho acabou...

  © Blog 'Croquis' Bahia Vitrine 2009

Voltar ao TOPO