Carlos Batalha
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quarta-feira, 10 de abril de 2013
quarta-feira, 3 de abril de 2013
O passeio diurno da van, e a barbárie sem limites
A psicopatia é um distúrbio angustiante. Saber que há pessoas propensas a cometer atos os mais cruéis, com a naturalidade de quem quem bebe um copo d'água, causa uma apreensão por revelar o mal que habita as entranhas do ser humano. Algumas características marcantes dos psicopatas são a ausência de culpa e a total falta de empatia com o próximo, ou seja, para ele o outro é apenas um objeto que serve para satisfazer seus desejos, independente quais sejam essas vontades e os métodos utilizados para tal. Como diz uma ótima matéria da revista Superinteressante Especial 267, "[o psicopata] não liga para a dor sentida pelas vítimas. Usa a violência para satisfazer uma necessidade imediata, como o sexo. E, depois do ato, costuma sentir indiferença, prazer ou poder em vez de remorso".
Como não há culpa, os psicopatas não se importam em acobertar seus atos. Seguem a vida normalmente. E, presos, confessam sem maiores preocupações. Como definiu o psiquiatra argentino Luis Alberto Kvitko, "o psicopata tem uma falha de consciência moral. Faz o que quer sem se importar com as consequências". Provavelmente, esses animais, após descartarem o casal, despediram-se como fazem os amigos após um jogo de futebol, comentaram de marcar a próxima, foram para suas casas, banho, procurar algo na geladeira, ligar a TV, ver os gols da rodada...
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Carlos Batalha
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terça-feira, 5 de fevereiro de 2013
O Povo que compartilha e o que não disse Jabor
Assim escreveu Jabor sobre as curvas da mulher brasileira na sua coluna trimensal no Jornal do bairo do Rio Vermelho: "E, bem disse Caio F. Abreu no seu livro de contos Os Lusíadas: um dia frio, um bom lugar pra ler um livro, é ela menina que vem e que passa, na lua, no sol, na luz de Tieta".
Como todos sabemos, a grande mídia é a voz do demônio que manipula o mundo pra trapacear a realidade e corromper nossos imaculados corações e mentes. Tudo isso, claro, a favor da classe dominante. Qual seria, então, o mundo ideal? Ora, um mundo onde os meios de comunicação fossem democratizados e utilizados pelo e para o povo, esse ente que detém o monopólio das virtudes humanas. A mídia seria uma espécie de Facebook, onde cada um de nós, o povo, poderia compartilhar apenas as verdades mais verdadeiras do mundo, sem manipulação. Mas, o Facebook é uma fonte de notícias com credibilidade irrefutável? Nós, o povo, nos preocupamos com a veracidade do que postamos, ou apenas passamos adiante na fé de que tudo que vem do povo é real?
Num artigo de 21/08/2012, publicado no site do jornal Estadão (link aqui), Jabor escreveu:
"Toda semana surge um novo artigo apócrifo, com meu nome... Toda hora um idiota me copia e joga na rede. [...] Sou amado pelo que não escrevi. Há um site em que contei 23 artigos falsos, com meu nome."
Alguém escreve e muitos compartilham, sem o menor interesse em saber se aquilo é verdade. Muitos dirão: mas é um erro por boa-fé. Pois é... coração puro não basta, né? Afinal, como dizem que disse alguém: "de boas intenções o inferno está cheio". Então, o que seria a democratização que nos libertaria das mentiras se torna, ironicamente, uma máquina viral de inverdades. E, o pior disso tudo, é que essas inverdades servem para distorcer justamente aquilo que supostamente gostamos, mesmo sem sabermos nada daquilo. Quem acha Jabor legal é um agente difusor das verdades que ele nunca disse. E, assim, o seu suposto autor preferido vagueia livre, leve e solto nesse boca-a-boca-telefone-sem-fio virtual.
Mas nós não temos compromisso com A Verdade. Isso é responsabilidade que devemos cobrar só da tal grande mídia.
Quem gostou, curta. Quem gostou muito, compartilhe. E cada compartilhamento vai gerar R$ 1,00 em doação pra curar o bebê doente que ficou triste depois que seu cachorro fugiu...
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Carlos Batalha
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13:13
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domingo, 28 de outubro de 2012
O novo prefeito, Batman e o mito do herói.
Dia de eleição. Ânimos exaltados como se fosse uma final de futebol, com todas as irracionalidades pertinentes à paixão esportiva. A escolha de um candidato deixa de ser uma análise do seu potencial administrativo, da sua capacidade de servir bem à população e das suas escolhas ideológicas, e passa a ser uma luta do Bem contra o Mal. E muitos cantam as glórias do seu candidato como ele fosse a encarnação do Bem que nos livrará do lado negro da força.
O homem, desde sempre, sentiu-se angustiado com os mistérios fundamentais da vida, do universo e tudo mais. E, incapaz de solucioná-los de maneira lógica, atirou-se ao mito. No desespero ante sua fraqueza e pequenez humanas, tão demasiada, restou apegar-se à ideia de que seres superiores poriam as coisas em ordem. O Mito do Herói é identificado nas mais diversas culturas, como estudou Jung, e como escreveu de forma brilhante Joseph Campbell no seu importantíssimo O Herói de Mil Faces. O Herói é um arquétipo tão assimilado por nós que Campbell definiu o que se chamou de A Jornada do Herói, um roteiro da vida do nosso salvador. Esse roteiro fez de Campbell um consultor para filmes como Star Wars, por exemplo, e seu estudo pode ser identificado em clássicos como Indiana Jones e Matrix.
No espetacular Batman - O Cavaleiro das Trevas, o cavaleiro negro de Gotham percebe que talvez seja chegada a hora de parar. E isso porque não se faz mais necessário o uso da força para combater o Mal. A ordem será restaurada por meios legais, democráticos e civilizados. Afinal, agora Gotham tem o seu cavaleiro branco, o promotor Harvey Dent. A sua atuação para acabar com o crime através da Justiça deixa a todos com a sensação de que uma nova era está por vir. Dent será, então, o novo super-herói de Gotham. Mas, há um problema: Dent é só um agente público, um funcionário do estado, e sem cinto de utilidades nem batmóvel.
Em uma cena, Dent está furioso e, fora de si, ameaça matar um criminoso, mas Batman o impede e diz: "Você é o símbolo de esperança que eu nunca pude ser. Sua luta contra o crime organizado é o primeiro raio de luz legítimo em Gotham há décadas. Se alguém visse isso, tudo estaria perdido". Ou seja, Batman diz a Dent que, para ser o herói redentor da cidade, ele não poderá ter as fraquezas humanas. Mas Harvey Dent é só uma pessoa comum. E, não à toa, o antes herói vira um vilão enlouquecido.
O prefeito eleito, seja em qual cidade, é apenas um prefeito eleito. Um funcionário indicado por nós, com suas fraquezas e limitações. Posso até acreditar que alguns sejam mais capazes de produzir resultados melhores, mas nunca desejarei que sejam o novo super-herói..
Afinal, enquanto Gotham precisar de um Batman, as coisas continuarão sombrias...
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Carlos Batalha
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22:07
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quinta-feira, 9 de agosto de 2012
Contra o Brasil: a alquimia reversa do ouro no futebol
Faz tempo que anunciam que os alquimistas estão chegando. Mas eles são tão discretos, silenciosos, e moram tão longe dos homens que continuam executando as suas regras herméticas sem dar as caras. Enquanto não chegam, resta a lenda da pedra filosofal, um troço que transmutaria metais inferiores em ouro e permitira a criação do Elixir da Juventude. Junto com o Santo Graal e a Libertadores do Corinthians, é das coisas mais procuradas pela humanidade. E, como o time paulista achou o título quando ninguém mais acreditava ser possível, abre-se a possibilidade de encontrarmos o resto.
No Brasil há os esportes, e o futebol. Nossa seleção é chamada apenas de A Seleção, num apelido humilde que contrasta com O Time Inglês, Os Azuis, A Esquadra Azul, A Fúria, A Laranja Mecânica. Nomes simpáticos, mas que passam londe d'A Seleção. Porém, eis que nós, deuses, nunca obtivemos o ouro do Olimpo. Tal qual alquimistas fracassados, não descobrimos a pedra filosofal. Mas, parece, esse ano levaremos o ouro. Uma pena...
Se isso acontecer, o Zeus do nosso Olimpo será Neymar, uma criatura que representa o que de pior nós podemos oferecer ao mundo. Um rapazinho chato, com ego inflado, narcisista, e que encara um jogo como um circo onde ele pode fazer suas piruetas para o delírio da plateia e a admiração dos figurantes em campo. A prova de que mais vale uma ignorância acrobática ao som de tchu-tchu-tcha-tcha do que um neurônio esforçado.
O triunfo olímpico dessa seleção será como criar uma anti-alquimia, onde o ouro se transformará num metal dos menos valiosos.
Neymar, pra mim, não merece o ouro nem na ginástica, porque depois das piruetas ele nunca para em pé. Sempre cai.
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Carlos Batalha
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quinta-feira, 12 de abril de 2012
Imputabilidade por Renda para Pessoa Física
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Carlos Batalha
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14:42
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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
Salvador e o dia em que o medo matou a esperança.
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terça-feira, 10 de janeiro de 2012
O homem que desafiou o Universo... e venceu!
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00:33
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terça-feira, 8 de novembro de 2011
Os bandidos da USP, o ódio, e a psicopatia ideológica

"Na luta de classes contra o capitalismo, são permissíveis todos os meios? A mentira, a falsificação, a traição, o assassínio, etc?São admissíveis e obrigatórios apenas os meios que aumentam a coesão do proletariado, inflamam sua consciência com um ódio inextinguível para com toda forma de opressão, ensinam-lhe a desprezar a moral oficial e seus arautos democráticas, dão-lhe plena consciência de sua missão histórica e aumentam sua coragem e sua abnegação. Donde se conclui, afinal, que nem todos os meios são válidos".
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Carlos Batalha
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quinta-feira, 27 de outubro de 2011
A Perereca Que Pisca, a deputada e George Orwell
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Carlos Batalha
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quarta-feira, 5 de outubro de 2011
Os ovos de Dilma ou a lingerie de Gisele?
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Carlos Batalha
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01:25
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quinta-feira, 8 de setembro de 2011
O Planeta dos Macacos de Rousseau, o Complexo do Alemão, e os humanos de Voltaire.
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Carlos Batalha
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21:14
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terça-feira, 26 de julho de 2011
Amy Winehouse, Salvador e a escolha do cadáver adiado
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12:29
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quinta-feira, 28 de abril de 2011
Sai Baba, Voltaire, e a farsa dos milagres
"A mente deve se transformar em servidora do intelecto, não em escrava dos sentidos. Ela deve ter discernimento e desapegar-se do corpo. Como o fruto maduro do tamarindo, que se torna solto dentro da casca, a mente deve desprender-se desta casca, deste invólucro chamado corpo. Batam num tamarindo verde com uma pedra e vocês causarão dano à polpa no interior; mas batam numa fruta madura e vejam o que acontece. É a crosta seca que cai; nada afeta a polpa ou a semente.O aspirante espiritual maduro não sente os golpes do destino ou da sorte; é o homem imaturo que é afetado por cada revés".
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Carlos Batalha
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terça-feira, 12 de abril de 2011
Massacre no Rio, Dostoiévski, e a criação de Deus
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Carlos Batalha
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segunda-feira, 21 de março de 2011
Bruna Surfistinha, Sandy e a devassa de folhetim
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Carlos Batalha
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02:05
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quinta-feira, 3 de março de 2011
Galliano, Hitler e o beijo não dado...
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Carlos Batalha
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segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
Biutiful, Hitchens e toca Raul
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Carlos Batalha
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09:53
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segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
O pagode do herói doido, Tom Wolfe e Chico Buarque
A banda de pagode LevaNóiz (é assim mesmo que escreve, acreditem) é destaque na edição dessa semana da revista Época. Sei lá o motivo, aparece na parte de cultura. Segundo o jornalista que escreveu a matéria, o hit "Liga da Justiça" vai dominar o verão brasileiro. E na matéria de três páginas o cara tenta justificar o inexistente.
Tom Wolfe, expoente do new journalism americano, é um crítico ferrenho. Com textos ágeis, ácidos e em linguagem informal, ficou célebre, entre outros, com livros e artigos que criticavam o deslumbramento com os delírios da arte contemporânea. No ótimo "A palavra pintada", fala de como a teoria passou a justificar a arte. Em um dos trechos, diz: "A arte se tornou inteiramente literária: as pinturas e as outras obras só existem para ilustrar o texto".
Pois o jornalista da Época resolveu escrever o texto que será ilustrado pelo LevaNóiz. Depois de chamar o pagode de "gênero maior do Carnaval baiano" (é quase Umberto Eco falando do Barroco italiano) que mistura o samba tradicional com com o "uso expressivo da percussão", ele diz que a música "Liga da Justiça" é uma mistura de cultura pop com Carnaval baiano. E, para espanto dos que se impressionaram com a complexidade do enredo, diz que "não foi um roteirista de desenho animado quem inventou a situação. Foi o compositor brasileiro J.Telles". Pois é, para quem achava que era ideia de uma equipe de roteiristas geniais da Marvel Comics e da Pixar, uma grande surpresa! E, óbvio, o genial compositor foi ouvido. Tão eloquente quanto o jornalista, disparou: "queria falar de uma coisa diferente, e o Márcio Vitor (co-autor) deu a ideia de tratar da amizade". Realmente, nunca antes na história desse país a amizade foi tratada de maneira tão original.
Pra quem teve a sorte de não ter ouvido a grande obra e está curioso, segue quase toda a letra da música:
Superman ficou fracoPois é... o enredo é tão complexo que os inimigos, além de roubarem o laço da Mulher Maravilha, também roubaram o plural.
O Pinguim jogou criptonita
Lex Luthor e Coringa
Roubou o laço da Mulher Maravilha
Se esses serão os heróis do verão, só resta fazer como Chico Buarque: "Chame o ladrão!".
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Carlos Batalha
às
11:22
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quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
As Águas de Oxalá
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Carlos Batalha
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00:07
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