Caixa de dormir
Literatura, Arte, Cinema, Arquitetura...
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Carlos Batalha
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Carlos Batalha
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06:23
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Qual o limite entre fazer referência e copiar uma coisa? No conto "Pierre Menard, autor do Quixote”, Jorge Luis Borges trata deste tema. O conto relata o novo trabalho literário de Menard: reescrever Dom Quixote. Mas, não é adaptá-lo a uma nova linguagem. É, apenas, escrever palavra por palavra tal qual o original. Ele iria, então, copiar? Não, iria reescrever. Uma diferença sutil, mas conceitualmente imensa, segundo o autor. Isso porque o contexto em que Menard iria escrever a obra era completamente diferente ao vivido por Cervantes. Logo, apesar dos resultados iguais, os caminhos diferiam. Em 1955, Eero Saarinen lançou sua famosa cadeira Tulipa. Aí, em 1957, Erwine e Estelle Laverne lançaram a sua cadeira Champagne, declaradamente inspirada na Tulipa. Bom, não chega a ser um caso à la Menard, mas é bem próximo...
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Carlos Batalha
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Carlos Batalha
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Carlos Batalha
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Essa é uma boa poltrona para o lado “oculto” da casa. Oculto no sentido de ser aquele canto onde o cara lê, escuta música, pensa na vida, no tecido do espaço-tempo, e nos últimos acontecimentos de Macondo. Enfim, um móvel lúdico para momentos idem. Com um desenho intrigante e elegante, a poltrona Pink Floyd foi projetada pela designer Candela Mosse, de Buenos Aires, e é feita de vibra de vidro. Diz a autora que foi inspirada no disco The Dark Side of the Moon e, por isso, o nome. Então, entrando no espírito da coisa, se eu tivesse que relacionar a peça com uma faixa do disco, escolheria Us and Them.
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Carlos Batalha
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01:17
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Esse é o Smash Clock, do jovem designer alemão Matthias Lange. Para interromper o alarme do despertador, basta o cara dar uma porrada no aparelhinho, sem o risco de machucar a mão ou quebrar o relógio. A idéia é bem interessante. Principalmente numa segunda-feira!

Como organizar aqueles três ou quatro livros que ficam em cima da mesa de trabalho ou do criado mudo? Uma boa idéia são estes apoios para livros. Além de cumprir bem sua função, possuem o detalhe do design que me agrada muito: humor. As peças em metal foram projetadas pelo designer de produtos israelense Ori Niv, fundador do escritório Art Ori Design. Por sinal, por que as livrarias não vendem apoios para livros?
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Carlos Batalha
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09:09
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Desligada, esta luminária parece uma luminária qualquer. Na verdade, o revestimento com laminado simulando madeira tem até um quê meio escritório retrô. Mas, na verdade, a peça faz referência à parte menos burocrata dos anos 70. Projetada pelo designer japonês radicado em Londres, Reiko Kaneko, a Dapple Light possui pequenos espelhos na parte interior, criando um efeito semelhante aos famosos globos de boate. Pois é, serve bem pro escritório. Menos para o expediente, e mais para o happy hour.
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Carlos Batalha
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01:11
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Esta maçaneta é uma boa opção para os mais carentes, ou os excessivamente afetuosos. Foi projetada pela designer de produtos Naomi Thellier de Poncheville, uma franco-inglesa radicada na Holanda, para o London Design Festival 2006. Mas, além dos carentes e dos afetuosos, a peça, chamada HAND-LE, vai fazer sucesso mesmo com os existencialistas. Logo no início de A Náusea, a personagem principal narra:"Ainda há pouco, quando ia entrando em meu quarto, parei de repente, porque sentia em minha mão um objeto frio que retinha minha atenção através de uma espécie de personalidade. Abri a mão, olhei: estava segurando apenas o trinco da porta". Já pensou se Sartre se deparasse com essa maçaneta?!
A cadeira Panton é, sem dúvida, um marco na história do design. Projetada em 1959/60* pelo designer dinamarquês Verner Panton, inovou ao ser feita de uma única peça de plástico injetado, e por ser empilhável. Com uma silhueta sexy e elegante, além do vermelho vibrante, é uma típica representante do design influenciado pela onda ficção-científica-corrida-espacial. Verner Panton foi um cara de vanguarda, ousado e arrojado. Mas, curiosamente, sua criação mais célebre teve um precedente não tão famoso, e meio desprovido de glamour. Em 1952, Gunnar Aagaard Andersen, conterrâneo e contemporâneo de Panton, desenvolveu um protótipo de cadeira em tela de galinheiro e papel de jornal, que deveria ser produzido, posteriormente, em fibra de vidro. Será que Panton conhecia o protótipo?!
* Apenas para deixar claro: apesar de projetada em 1959/60, a cadeira Panton só foi produzida em série em 1967.
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Carlos Batalha
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Arte e arquitetura são coisas bem próximas. Na verdade, houve um tempo em que eram quase a mesma coisa. Hoje, a arquitetura é mais pragmática, e a arte mais... bem, ninguém sabe o que é a arte hoje. Falei disso rapidamente no texto que publiquei aqui mesmo no Bahia Vitrine, e revisitarei o colapso da arte contemporânea em outros textos. Mas, voltemos. Em 1934, quando o modernismo já destronava os excessos, Salvador Dali resolveu brincar com a relação arte/arquitetura retratando o rosto da então diva pop Mãe West com elementos que formavam um ambiente. Gostou tanto do resultado que, em 1936, lançou o sofá Mãe West, em homenagem à boca da atriz. Em 1970, o Studio 65 resolveu homenagear Dali redesenhando o móvel, mas, desta vez, utilizando os lábios de Marylin Monroe como referência. Lançaram, então, o sofá Bocca, que ficou muito bom. Mas, pra mim, bom mesmo ficou a Kiss, a versão poltrona do Bocca. Bom pela forma, melhor pelo nome. Resta agora alguém fazer a versão Angelina Jolie da peça...
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Carlos Batalha
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10:18
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Caros, é com prazer que inauguro o primeiro blog do Bahia Vitrine. Lembro bem quando Paulo me falou da idéia do site, da preocupação em criar um bom nome, do primeiro layout... Pois é. O Bahia Vitrine cresceu. E, depois de alguns anos como admirador, passo a colaborador. Neste blog vou escrever sobre arquitetura, arte, design e o que mais aparecer. Inicialmente, farei postagens às segundas e quintas (quem sabe também em outros dias?). Agradeço aos amigos Jacques e Paulo pelo espaço. Abraço a todos. Espere que gostem.
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Carlos Batalha
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10:04
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