quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Cuba libre


Um americano chamado Gilbert Brownstone doou ao Museu de Belas Artes de Cuba 120 obras de Picasso, Miró, Warhol, Duchamp, Lichtenstein e outros artistas. Segundo o caridoso senhor, "não há nenhum outro país que fez tanto pela cultura de seu povo quanto Cuba". Para um americano que vive em Paris, Cuba é realmente um lugar fantástico. Para uma blogueira cubana, já não é a mesma coisa. Yaoni Sánchez, 34 anos, é formada em letras e tinha um blog sobre cultura, política e cotidiano. Então, buscando "incentivar" o debate intelectual na ilha, o governo retirou o blog do ar, prendeu e ameaçou Yoani, deu umas porradas no marido dela. Voltando a Brownstone, ele já entregou pessoalmente 9 obras. Não sei quais foram, mas espero que ele tenha mandado este aí em cima, de Roy Lichtenstein. Acho que tem tudo a ver com a cultura local...

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

La vie en rose


Uma mulher, sabe-lá-deus-como, tropeçou, caiu sobre uma tela de Picasso, e a rasgou. A obra danificada é "O Ator", da Fase Rosa. Pablo Piccasso é conhecido como o gênio do Cubismo. Mas, antes de revolucionar a arte, ele também teve sua fase figurativa. No início da carreira, pintou diversas telas que seriam chamadas de Fase Azul. Pessoas magras, tristes, melancólicas, eram retratadas em tons de um azul frio e depressivo. Um auto-retrato da vida difícil que ele passava. Mas, ao chegar a Paris, tudo mudou. Picasso conheceu Fernande Olivier e, num clichê de romantismo, passoua enxergar o mundo cor-de-rosa. A depressão deu lugar a pinturas em tons de rosa e terra, retratando arlequins, acrobatas, circos... Pois é, Picasso já havia descoberto a felicidade cor-de-rosa antes francesa antes de Edith Piaf.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

L'enfant Terrible


O triste terremoto colocou o Haiti no centro dos noticiários. Infelizmente, quando falamos deste pobre país lembramos apenas de momentos tristes. Mas, há pouco tempo, o mundo da arte celebrou o Haiti através de um genial artista: Jean-Michel Basquiat. Jean-Michel era filho de Gerard Jean-Baptiste Basquiat, ex-ministro do interior do Haiti, que foi para os Estados Unidos fundar um grande escritório de contabilidade. Basquiat fundiu a herança haitiana/africana com a urbanidade cosmopolita nova-iorquina para criar sua pintura ao mesmo tempo pop e vernacular. E, sendo pop e estando em Nova York, nada mais natural que chamasse a atenção de Andy Warhol. O rei da Pop Art logo abduziu o prodígio, tornando-se um mecenas generoso. Basquiat logo se tornou o queridinho do mundo da arte. E, seguiu à risca o roteiro do pop star. Aproveitou de maneira intensa tudo que seu mecenas Andy lhe proporcionou: pincéis, telas, contatos, fama... e heroína. Aos 27 anos, morreu de overdose ese tornou uma lenda.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Os reis do pop


Em março, São Paulo receberá a exposição Andy Warhol, Mr. America. São 168 peças, entre pinturas, fotografias, serigrafias e filmes, em sua maioria produzidos nos anos 1960. Warhol aproximou a arte da vida cotidiana, retratando ícones da cultura pop. Um dos trabalhos que representam bem o estilo da Pop Art é o quadro de Elvis. Por sinal, semana passada foi aniversário de Elvis Aaron Presley, o primeiro Rei do Pop. Há quem diga que ele ainda está entre nós. Portanto, prestem atenção às pessoas da exposição. Vai que Elvis aparece por lá para ver seu retrato quando jovem...

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

De volta para o futuro do pretérito


O badalado prêmio Art Vinyl escolheu a capa do disco “The Resistance”, do quarteto britânico Muse, como a melhor de 2009. Sei não... a imagem é até interessante, mas seria uma ótima capa para 1971! Tem muito da arte psicodélica daquele tempo, com cores, formas, e uma referência ao caminho-sideral-do-autoconhecimento-cósmico. Porém, mesmo nos anos 70, talvez tenha umas capas de Marcos Valle mais interessantes...

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

O tudo e o nada


Este é o quadro Branco Sobre Branco do suprematista russo Kasimir Malévitch. Pintado em 1918, esta obra é o ápice da desconstrução da pintura iniciada pela arte moderna. Numa época que buscava romper a tradição figurativa da pintura, este quadro representava uma sobreposição de vazios, mas ao mesmo tempo uma ampla possibilidade, já que o branco é a junção de todas as cores da paleta. E, assim é o ano novo. As pessoas vestem o branco que contém tudo aquilo que elas esperam. Espera que Malévitch tenha acertado. Que venha 2010!

  © Blog 'Croquis' Bahia Vitrine 2009

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