quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Um bom lugar pra passear, Copacabana


Ano que vem começará a construção da nova sede do Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro, na Avenida Atlântica, em Copacabana. O prédio substituirá a famosa boate Help, que bem poderia se chamar Hell, onde gringos experimentavam os delírios tropicais acompanhados das personagens underground da noite carioca. Após um concurso com sete escritórios participantes, foi escolhido o projeto do americano Diller Scofidio + Renfro. Com uma linguagem desconstrutivista, a principal característica do projeto é criar um forte relação do interior do museu com o exterior. Grandes painéis de vidro permitem que as áreas internas sejam vistas pelas pessoas no calçadão. E, falando em calçadão, a marca da orla carioca também foi incorporada ao prédio. As rampas terão pavimentação semelhante à utilizada na rua, como se a cidade penetrasse no museu. A construção está orçada em R$ 65 milhões, e promete ser inaugurada em 2012, a tempo da Copa 2014 e dos Jogos Rio 2016. Pois é, o habitat dos pecadores gringos amadores dará lugar à casa dos novos demônios profissionais da tal arte contemporânea, seja lá o que isso ainda seja...

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Acordando


Esse é o Smash Clock, do jovem designer alemão Matthias Lange. Para interromper o alarme do despertador, basta o cara dar uma porrada no aparelhinho, sem o risco de machucar a mão ou quebrar o relógio. A idéia é bem interessante. Principalmente numa segunda-feira!

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

A insustentável leveza do ser


Como organizar aqueles três ou quatro livros que ficam em cima da mesa de trabalho ou do criado mudo? Uma boa idéia são estes apoios para livros. Além de cumprir bem sua função, possuem o detalhe do design que me agrada muito: humor. As peças em metal foram projetadas pelo designer de produtos israelense Ori Niv, fundador do escritório Art Ori Design. Por sinal, por que as livrarias não vendem apoios para livros?

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

De papel


A empresa suíça The Wall AG desenvolveu esta casa de papel de 36m2, ecologicamente correta, que pesa apenas 800kg e custa módicos U$ 5 mil! As paredes são feitas de uma camada interna de celulose e resina em formato hexagonal, semelhante à uma colméia, revestida exteriormente por placas maciças de papel reciclado, tudo prensado à vácuo (daí a necessidade dos “favos” internos). O resultado final é extremamente resistente e, segundo o fabricante, suporta até terremoto. A Delta State Oil, da Nigéria, já encomendou 2 mil unidades para a criação de uma vila de trabalhadores. Outros países africanos mostraram interesse em utilizar a casa para refugiados de guerra e em áreas de epidemia de cólera. O projeto foi desenvolvido pelo engenheiro Gerd Niemoeller. A idéia é muito boa. Ele só esqueceu de chamar uma arquiteto, né? Porque a casa é bem feinha...

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Night Fever


Desligada, esta luminária parece uma luminária qualquer. Na verdade, o revestimento com laminado simulando madeira tem até um quê meio escritório retrô. Mas, na verdade, a peça faz referência à parte menos burocrata dos anos 70. Projetada pelo designer japonês radicado em Londres, Reiko Kaneko, a Dapple Light possui pequenos espelhos na parte interior, criando um efeito semelhante aos famosos globos de boate. Pois é, serve bem pro escritório. Menos para o expediente, e mais para o happy hour.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Tetris



Projeto muito interessante do escritório esloveno Ofis arhitekti. Construído em um terreno de 58x15m em Ljubljana, capital da Eslovênia, o edifício residencial conta com 650 apartamentos. Quando as fachadas começaram a ser desenhadas, as pessoas do escritório perceberam a semelhança com o clássico jogo Tetris, que acabou batizando o projeto. E, além de um bom projeto de arquitetura, o prédio foi um bom negócio. A construção custou 650EUR/m2 e foi vendida a 1.300 EUR/m2!






quinta-feira, 8 de outubro de 2009

La Nausée


Esta maçaneta é uma boa opção para os mais carentes, ou os excessivamente afetuosos. Foi projetada pela designer de produtos Naomi Thellier de Poncheville, uma franco-inglesa radicada na Holanda, para o London Design Festival 2006. Mas, além dos carentes e dos afetuosos, a peça, chamada HAND-LE, vai fazer sucesso mesmo com os existencialistas. Logo no início de A Náusea, a personagem principal narra:"Ainda há pouco, quando ia entrando em meu quarto, parei de repente, porque sentia em minha mão um objeto frio que retinha minha atenção através de uma espécie de personalidade. Abri a mão, olhei: estava segurando apenas o trinco da porta". Já pensou se Sartre se deparasse com essa maçaneta?!

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Tinha uma pedra no meio do caminho


Não é outro Stonehenge. Nem uma parte da ilha de Lost. É a Biblioteca España, projetada pelo arquiteto Giancarlo Mazzanti, em Medelin, Colômbia. O prédio é composto por três volumes que se apresentam como grandes rochas no topo de um morro. Desta forma, há uma integração à geografia local e a criação de um marco na cidade, já que a obra pode ser facilmente avistada de muitos locais. Para criar a sensação de uma imensa pedra, além da forma, foram utilizadas placas de ardósia preta na fachada. A densa volumetria é quebrada por janelas dispostas de maneira assimétrica e pelas cores vibrantes nas áreas de acesso às edificações. Internamente, os prédios apresentam ao visitante uma imagem bem diferente do exterior. Espaços amplos e luminosos, materiais leves e cores claras em nada lembram a solidez e a dureza de uma imensa rocha.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Casa pré-desfabricada


Quando se fala em casas pré-fabricadas logo se pensa em casas com linhas retas. Mas, e quando uma casa pré-fabricada é projetada pelo arquiteto desconstrutivista Daniel Libeskind? Obviamente, a ortogonalidade iria ser abolida. E foi isso que aconteceu na sua “The Villa”, cujo projeto foi concluído recentemente. A casa, produzida em estrutura de madeira, ocupa uma área de 26 x 22m, e possui 4 quartos, sala de estar, estar íntimo e escritório. Segundo Libeskind, a casa é “uma dramática estrutura que emerge do solo, como um cristal nascendo da pedra”. E, não é só a obra dele que segue linhas não convencionais. A própria carreira de Libeskind é peculiar. Sobre isso, declarou: “Eu fiz tudo inverso em minha carreira. A maioria das pessoas começa com pequenos projetos, e depois projetam um grande museu. Eu comecei com um museu”. Sorte dele!


  © Blog 'Croquis' Bahia Vitrine 2009

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